14 de setembro de 2011

Diploma de jornalismo: na prática, a teoria é outra?

por Kakal Ragazzi

A baderna enfim chegou ao “mundo da informação” no ano de 2009, quando o Supremo Tribunal Federal decidiu que qualquer pessoa, em qualquer profissão pode atuar como jornalista e obter o registro profissional de Jornalista junto ao Ministério do Trabalho. O STF simplesmente revogou a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para a prática da profissão.
Após a calamitosa decisão, foram meses e meses de brigas judiciais, passeatas, manifestações entre outros tantos pedidos em prol à volta do diploma. Apesar desde grande movimento, a nova lei continuou intacta e nada se resolveu a favor dos profissionais que passaram anos estudando e ganhando experiência para tal trabalho.
Depois de algum tempo, já em 2011, a pergunta é a seguinte: Será que o mercado de trabalho acatou a lei e desistiu dos profissionais formados ou continua priorizando os de formação acadêmica?
A Resposta: pelo que nos parece, o mercado de trabalho não se influenciou pela tal decisão do Supremo Tribunal Federal.
Para explicar a situação podemos levantar uma série de hipóteses como: profissionais graduados possuem uma visão teórica e também prática das comunicações; a graduação não apresenta em sua grade curricular apenas matérias teóricas voltadas unicamente para a prática, mas matérias de formação humana essenciais para o bom exercício da profissão como Ética, Psicologia, Economia, Sociologia, Filosofia, entre outras; Jornalistas com formação acadêmica estudam e se qualificam para exercer a função com pleno domínio; o emprego do comunicador social envolve, além da técnica, o comprometimento ético com a informação. De fato, embora o diploma não seja mais um requisito, de acordo com a legislação do país, a graduação pode facilitar a inserção no meio jornalístico.
Não podemos alegar que apenas pessoas que cursam uma universidade merecem trabalhar, mas devemos sim dar crédito àqueles que se empenharam durante muito tempo para que pudessem ser os melhores profissionais para o mercado de trabalho.